Doenças:

11-02-2010 18:32

 

Constipação:

Caracteriza-se por fezes ressecadas, duras, escuras, pequenas ou finas, ou, em casos mais graves, ausência total de fezes (oclusão intestinal). Normalmente é uma condição temporária e controlável, mas a demora em normalizar o problema pode causar uma série de complicações mais sérias, incluindo prolapso de reto (condição em que o intestino é parcialmente expelido) e até mesmo a morte. Um problema comum decorrente de constipação não tratada é a formação de gases no sistema digestivo. Como a chinchila não elimina estes gases, ele passa a intoxicar a corrente sanguínea que, por sua vez, levada ao cérebro, provoca convulsões. Portanto, ao perceber a constipação deve-se dar uma gota de Luftal à chinchila a cada 12 horas e, para reverter a constipação, ajuste a alimentação fornecendo maiores quantidades de alimentos ricos em fibras, principalmente a alfafa em rama. Deixe a chinchila se exercitar bastante. Embora possa ajudar, não tente dar alimentos laxativos, como ameixa, sem orientação. Se a constipação não for normalizada rapidamente, procure o veterinário.

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Diarréia:

O tipo mais comum de diarréia em chinchilas é causado por excesso de petiscos, alimentação excessiva, troca de ração ou alimentos contaminados, principalmente alfafa mofada. Mas além disso, a diarréia pode ser bacteriana, ou causada por protozoários ou parasitas. Qualquer mudança na consistência das fezes deve ser observada com atenção. Em casos simples, a consistência é pouco alterada, em casos mais graves, as fezes chegam a ficar quase líquidas (neste caso, CORRA para um veterinário!). Suspenda a alimentação por 12 horas e observe; se o estado persistir, suspenda por mais 12 horas. Você pode, neste período, fornecer um pedaço de maçã sem casca para a chinchila. Após 24 horas, você já deve notar melhora na consistência das fezes. Corrija a alimentação, aumentando gradativamente a quantidade, mas não forneça alfafa ou suplemento alimentar até que se normalize e tenha certeza de que a chinchila está tomando bastante água para evitar desidratação.

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Infecções Intestinais:

Caracterizam-se por fezes amolecidas acompanhadas de um tipo de muco ou uma substância gelatinosa com pequenas bolhinhas de ar. A chinchila pode se recusar a comer ou perder o equilíbrio quando tenta andar. Podem ser causadas por várias formas de bactérias, detectáveis por um exame microscópico das fezes, que só um veterinário pode fazer. Neste caso, o tratamento é medicamentoso.

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Febre:

A maneira mais simples de saber se a chinchila está com febre é verificando as orelhas. Se estiverem "mornas" ou quentes ao toque e levemente ou muito avermelhadas, provavelmente a temperatura está elevada. Procure por outros sinais como infecções, inflamações ou resfriados.

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Resfriados e Pneumonias:

Olhos tristonhos e lacrimejantes, sem outros sinais de infecção podem indicar um resfriado ou uma pneumonia. Observe e monitore a temperatura e a respiração. Mantenha a chinchila aquecida, forneça bastante água e suspenda o banho. Complicações indicando uma pneumonia devem ser tratadas por um veterinário.

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Conjuntivites:

Caracterizam-se por secreção, irritação e inchaço nos olhos. São bastante comuns e podem acontecer por queda de resistência, caso algo tenha entrado nos olhos ou a própria chinchila tenha se arranhado. Um colírio próprio prescrito por um veterinário resolve o problema em 3 ou 4 dias. Neste período suspenda o banho. Ao perceber os sintomas, você pode (e deve) higienizar o local, utilizando um algodão embebido em soro fisiológico ou água boricada, até que a chinchila seja medicada. Em geral, os colírios à base de clorafenicol são indicados.

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Fungos:

Infecções por fungos ocorrem mais comumente quando o clima está quente e a umidade alta, mas podem acontecer a qualquer hora. Normalmente estão relacionadas à umidade (do local onde fica a gaiola, especialmente se não for bem ventilado) e higiene inadequada das gaiolas - associadas ou não a baixa freqüência de banhos com carbonato de cálcio - e em geral ocorrem por queda de resistência. O pêlo torna-se mais fino e começa a cair, revelando pele avermelhada e irritada (o couro da chinchila fica visível). Costumam aparecer próximas aos olhos, focinho ou genitais, mas podem também aparecer em todo o pêlo. O veterinário deve prescrever um fungicida e dar orientações para o tratamento, mas lembre-se de que as infecções por fungos, quando não são bem curadas, tendem a reaparecer com maior intensidade. Se a chinchila que estiver com o problema dividir a gaiola com outra(s) chinchila(s), estas também deverão ser tratadas, pois existe um período de incubação de aproximadamente 3 semanas durante o qual a doença pode se espalhar.

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Tricofagia:

A tricofagia é um problema que pode ser causado por diversos fatores diferentes, mas que podem ser divididos em 3 categorias básicas: stress, carência de ferro e predisponibilidade genética. Tricofagia é a condição na qual a chinchila começa a roer o próprio pêlo e, às vezes, de outras chinchilas também.

Quando a chinchila apresenta o problema, deve-se buscar as causas por eliminação. Primeiro, identifique e elimine todos os possíveis fatores estresantes e observe. Se o problema persistir, então a causa poderá ser a carência de ferro. Se a suplementação de ferro não funcionar, aí você provavelmente terá uma chinchila tricofágica por natureza. Neste caso, procure um veterinário especializado, talvez ele possa já ter tratado com sucesso algum caso similar. Alguns veterinários utilizam florais de Bach com sucesso, mas não é um tratamento garantido.

A tricofagia causada por stress normalmente está associada a um dos seguintes fatores: tamanho inadequado da gaiola, barulhos que a chinchila percebe como ameaçadores, falta de passeios e banhos com carbonato de cálcio, presença constante de outros animais e/ou pessoas estranhas, manejo inadequado, medos de qualquer espécie, perda ou separação de outro membro da família, como parceiros e filhotes, abortos, alimentação deficiente ou inadequada, mudança de rotina, brigas constantes entre chinchilas, mudanças no ambiente, morte de um filhote ou outra chinchila do grupo/família, falta de atenção, falta de interação com os donos ou com outras chinchilas, etc. Quando a causa do problema é stress, você precisará analisar as condições em que a chinchila está vivendo para identificar qual é a origem. Lembre-se que algumas causas são mais óbvias e outras nem tanto. O que é trivial para você pode ser extremamente estressante na ótica da chinchila e é por esta ótica que você deve analisar cada um dos fatores. Algumas chinchilas são mais agitadas por natureza e mesmo com passeios freqüentes ficam entediadas nos períodos em que ficam dentro da gaiola, durante os quais apresentam comportamento hiperativo. Estes animais frequentemente desenvolvem tricofagia e uma das soluções para estes casos específicos é colocar uma colher de chá de vinagre de maçã no bebedouro (1 colher de chá para 500 ml de água), por 10 dias, pois o vinagre de maçã é um calmante natural. Alternativamente, pode-se substituir a água por chá de camomila, 3 vezes por semana, pelo período de um mês.

A tricofagia causada por carência de ferro em geral tem origem em alimentação deficiente ou em gestações seqüenciais e deve ser tratada com suplementação de ferro, prescrita por um veterinário. Além da suplementação, nestes casos indica-se que a chinchila coma maiores quantidades de maçã, na forma natural ou desidratada, que contém grandes quantidades de ferro. No entanto, como a maçã tende a constipar a chinchila, balanceie a alimentação fornecendo também mais fibras.

Já a tricofagia causada por predisposição genética ainda não tem uma cura definitiva, mas pode ser amenizada permitindo à chinchila bastante exercício, evitando que tenha muito tempo à disposição para roer o próprio pêlo.

Para diferenciar o diagnóstico de tricofagia do diagnóstico de fungos, já que ambos têm como sintoma falhas no pêlo, basta olhar as características das falhas. Na tricofagia, os pêlos não são arrancados, são apenas roídos pela própria chinchila, de forma que haverá falhas localizadas ou esparsas, mas que não chegam até a pele - a não ser que o problema não seja tratado e a chinchila consiga, ao longo do tempo, roer o pêlo em demasia. Já no caso de fungos, o couro da chinchila fica visível e avermelhado, o pêlo cai e é comum acontecer em regiões em que a chinchila jamais conseguiria roer, como olhos e em volta do focinho.

Veja abaixo algumas fotos de uma chinchila com tricofagia. Neste caso específico, a fêmea que convive na mesma gaiola com este macho é que roeu seu pêlo. Clique nas imagens para ampliar:

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Infecções de Ouvido:

Se a chinchila coça a orelha repetida e freqüentemente, corre em círculos ou apresenta algum tipo de secreção na orelha, é possível que esteja com uma infecção no ouvido. Um veterinário normalmente irá higienizar o local e prescrever uma medicação em gotas. Suspenda o banho até o final do tratamento.

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Cortes:

Devido à densidade do pêlo, os cortes em áreas cobertas não são comuns em chinchilas. Os cortes em geral acontecem em brigas, especialmente durante tentativas de adaptação entre duas chinchilas, ou por acidentes dentro e fora da gaiola. Caso ocorra, simplesmente higienize o corte com soro fisiológico ou água boricada e passe um anti-séptico, como aquele em spray da Johnson´s. com estas medidas, se o corte for pequeno, irá cicatrizar em alguns dias – refaça a higienização duas vezes por dia. Se o corte for muito grande e precisar de pontos, leve ao veterinário. Apenas tome cuidado para não infeccionar.

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Stress calórico:

As chinchilas não suportam temperaturas altas. As temperaturas ideais para a chinchila são entre 10 e 26 graus centígrados, pois elas são originárias de uma região fria e seca. Elas podem suportar relativamente bem temperaturas até no máximo 30 graus, no entanto, acima de 28 graus, você já deverá tomar algumas providências para evitar o stress calórico que pode provocar convulsões e, muito freqüentemente, causa a morte da chinchila. Quando o stress calórico se manifesta, a chinchila começa a ficar mole e prostrada, em níveis crescentes de desconforto, reflexos reduzidos e dificuldades para se movimentar. Este quadro evolui rapidamente, podendo apresentar convulsões e a chinchila morre rapidamente. Por isso, a prevenção é o melhor remédio.

Como prevenir:

  • Ar condicionado: esta é a melhor opção de todas. Se você tiver um ar-condicionado em casa, quando as temperaturas subirem, use-o para climatizar o ambiente em que está a chinchila. Estes aparelhos mantêm o ar resfriado e seco, o que é muito importante. Coloque um termômetro no ambiente e monitore a temperatura, o ideal é que fique por volta dos 20 graus.
  • Ventilador: a chinchila não transpira como nós, portanto, a única coisa que o ventilador faz neste caso é movimentar o ar impedindo que o ar quente fique parado. Na falta de um ar-condicionado, coloque um ventilador para esta finalidade, mas lembre-se que só ele poderá não ser suficiente e que não deve ser colocado diretamente sobre a chinchila. Combine o ventilador com outros truques para resfriar a chinchila e o ambiente.
  • Gelo e Água: você pode dar uma pedrinha de gelo e deve manter a água bem fresca. Não coloque água gelada demais, apenas deixe a água mais fria que o normal, deixando a água um pouco na geladeira ou misturando água em temperatura natural e água gelada. Estas alternativas vão esfriar o corpo da chinchila de dentro para fora, lembrando que, como dito acima, a chinchila não transpira.
  • Pedras resfriadoras: você pode colocar dentro da gaiola uma pedra de mármore ou granito, ou até mesmo um azulejo ou pedaço de piso frio. A chinchila deita sobre eles e estes materiais em geral ficam mais frios que a temperatura do ambiente, ajudando a combater o calor.
  • Passeios: restrinja o tempo - ou elimine por completo os passeios em dias quentes e só solte a chinchila em horários em que a temperatura está mais fresca, como tarde da noite.

As técnicas acima devem ser utilizadas de forma combinada. Somente o ventilador, somente uma pedra resfriadora, somente água gelada, podem não ser suficientes. De qualquer forma, a regra é PREVENIR. Porque remediar em casos de stress calórico pode ser bastante complicado. Notou que a temperatura está subindo? Viu a previsão do tempo e vai fazer calor? Já comece a tomar providências para evitar o stress calórico. No entanto, se acontecer...

Como solucionar?

Se acontecer de a temperatura estar alta e você notar que sua chinchila está prostrada, você deverá tomar medidas drásticas o mais rapidamente possível, pois a chinchila poderá entrar em convulsão e morrer em pouquíssimo tempo. Neste caso, a primeira coisa a se fazer, por mais estranho que pareça, é colocar a chinchila dentro da geladeira. NÃO FECHE A CHINCHILA NA GELADEIRA, apenas a coloque lá dentro - ou no congelador - e deixe a porta aberta, enquanto você observa se a chinchila melhora. Se ela ainda estiver em condições de ingerir alguma coisa, dê água gelada ou uma pedrinha de gelo para ela roer. Em casos muito extremos, a única solução é colocar a chinchila dentro de uma bacia de água fria, sendo que isso só deve ser feito neste caso especificamente. Deixe a cabecinha da chinchila para fora da água e observe. Ela deve começar a melhorar em seguida. Mas não utilize água gelada, porque isso pode provocar um choque térmico. Use água da torneira, em temperatura ambiente.

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Anéis de pêlo:

Os machos têm o hábito de limpar o pênis com freqüência, principalmente após o acasalamento. No entanto, alguns machos, em especial os menos experientes, ainda jovens, podem não fazer esta limpeza com a freqüência e/ou eficiência necessárias e com isso, pode-se formar um anel de pêlos em volta do pênis. Estes anéis, quando não são retirados, podem provocar infertilidade, inflamações e outros problemas. Portanto, verifique sempre a presença destes anéis penianos e, se necessário, remova-os gentilmente utilizando um lubrificante à base de água. Se você não souber como fazer este procedimento, leve o machinho no veterinário para que ele remova o anel, pois você poderá machuca-lo.

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Convulsões:

As convulsões podem ser causadas por diversos fatores, desde carência de nutrientes até fadiga por excesso de exercício. Algumas chinchilas não podem passear por muito tempo, que começam a entrar em convulsão.

Quando uma chinchila entra em convulsão, ela começa a perder o equilíbrio, a musculatura fica tensionada, freqentemente ocorrendo a contração das orelhas, ela tem muita dificuldade em se locomover, pode tremer e contorce o corpo, caindo de lado.

As convulsões podem variar em intensidade, podendo ser leves e sem conseqüências sérias ou agudas, podendo deixar seqüelas neurológicas e até mesmo causar a morte.

As convulsões podem mascarar outros distúrbios ou serem parte de algum outro problema. Em dias muito quentes, por exemplo, quando as chinchilas podem sofrer de stress calórico em conseqüência das altas temperaturas, a chinchila pode entrar em convulsão como uma etapa do stress calórico e, nestes casos, a chinchila precisa ser resfriada imediatamente (leia mais sobre isso aqui).Por isso, em dias muito quentes, é bom evitar soltar a chinchila e, se for soltar, dar preferência aos horários mais frescos, como tarde da noite, e não soltar por muito tempo. Fique atento(a) também à temperatura do ambiente em que está a gaiola.

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Como você pode notar, os problemas de saúde que uma chinchila pode apresentar são relativamente simples e a maioria pode ser evitada com cuidados simples de higiene e alimentação. A chinchila não precisa ser vacinada.

    

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